23/02/2009
Fonte: Carlo Caiado – O Globo

A partir de 1º de fevereiro último, o salário mínimo foi reajustado para R$ 465. Com isso, cerca de 50 mil funcionários da prefeitura do Rio deveriam ser beneficiados com o pagamento da diferença entre o salário vigente e o atualizado.
No entanto, esse pagamento, já no salário do mês de março, como vinha ocorrendo há pelo menos 15 anos, que incluía profissionais dos níveis elementar, fundamental e médio, tais como merendeiras, serventes, auxiliares de serviços gerais e motoristas, foi suspenso por decisão do prefeito Eduardo Paes.
Esta medida com relação à parcela expressiva do funcionalismo da cidade, que vem se somar a outras, já anunciadas pelo secretário-chefe da Casa Civil da prefeitura do Rio de Janeiro, deputado Pedro Paulo Carvalho (PSDB\/RJ), e não desmentidas pelo prefeito Eduardo Paes, causou espanto, preocupação e indignação.
É consensual o reconhecimento quanto à correção e justeza do tratamento dispensado aos funcionários públicos municipais durante os mandatos do prefeito Cesar Maia. E essas conquistas não podem ser perdidas.
Ao contrário, por exemplo, da administração estadual, o funcionalismo carioca obteve, entre outras importantes conquistas, os seus salários reajustados anualmente, a incorporação de benefícios, a concessão de carta-crédito para a compra de casa própria e o não desconto previdenciário nos proventos de aposentados e pensionistas.
Agora, pelas declarações do secretário-chefe da Casa Civil, desmentindo promessas de manutenção de conquistas feitas pelo então candidato Eduardo Paes durante a campanha, os cariocas ficaram sabendo que os benefícios dos funcionários municipais estão em risco.
Certamente, a tentativa de retirada de conquistas e direitos do funcionalismo da cidade do Rio enfrentará resistência na Câmara Municipal, onde vereadores - entre os quais me incluo - comprometidos com a manutenção da excelência do trabalho realizado por esse funcionalismo tudo farão para barrar essa tentativa absurda de redução de direitos.
Começa muito mal um governo que decide tratar o funcionalismo público como o inimigo nº 1, em vez de considerálo o instrumento mais importante para a prestação de um serviço de qualidade à população.
A administração municipal da cidade do Rio precisa saber que o funcionalismo é investimento, não custo.
CARLO CAIADO é vereador (DEM) no Rio.
Sua mensagem foi enviada com sucesso
Agradecemos o seu interesse
Queremos ouvir você !
Verifique os campos em vermelho e tente novamente.

Sua mensagem foi enviada com sucesso!
E aguarda aprovação para ser publicada.
Agradecemos a sua participação